Mirador e a pinga maranhense

A melhor pinga do Brasil é a de Mirador

Data: 06/01/2018 07:46:17
Mirador e a pinga maranhense

© Foto: JM / Engenho do Buritizinho

CACHAÇA DO MARANHÃO

A cachaça do maranhão, conhecida por pinga maranhense é apreciada em todo o Brasil. No maranhão é produzida em sua maioria, na região do médio sertão, com destaques para os municípios de Mirador, Sucupira do Norte, Sucupira do Riachão, Pastos Bons e Paraibano.

A produção anual começa no final do inverno, mês de maio e junho e se estende até novembro e dezembro quando volta a chover novamente. Mesmo de forma artesanal e sem apoio do governo e das instituições financeiras, a cadeia produtiva gera renda, emprego e bem estar social.

Em Mirador, se destaca os engenhos da Várzea Comprida, Salobro, Mimoso, Cajazeiras, Buritizinho, Buqueirão, Ibipira, Cana Brava. Em Sucupira do Norte, os engenhos do Atoleiro, Charel e Tipizal. A produção desses engenhos são comercializados nos próprios municípios e o excedente nas cidades vizinhas. Em 2007, sem estoque nos engenhos e sem a reação do mercado, deixou os produtores descapitalizados e sujeitos a vender a pinga a baixo custo, para cumprir compromissos com a produção e investir na melhoria da infraestrutura dos engenhos e expansão de área do canavial.

O SEBRAE durante três anos prestou consultoria a um grupo de produtores da região e nesse período observou-se melhoria na produtividade, na qualidade da cachaça e na mentalidade dos produtores que ultimamente tem investido na compra de novos engenhos e novos alambiques.

Outra instituição que dar apoio a produção da cachaça é o SENAR que divulga o processo produtivo destacando a melhoria da qualidade por meio de cursos e palestras ministradas pelos seus instrutores especialistas na área.

A cana-de-açúcar é cultivada pelo sistema tradicional, mas alguns produtores já preparam o solo mecanicamente e uso de fertilizantes, porém, o sistema de produção ainda é de forma artesanal e com mão de obra familiar.  Por isso, a Secretaria de Estado da Agricultura - SAGRIMA em parceria com o Instituto de Agronegócio do Maranhão (INAGRO) está com um projeto em curso que visa desenvolver a Cadeia Produtiva da Cachaça com assistência técnica e difusão de tecnologia. Esse trabalho consiste no mapeamento das propriedades produtoras de cana-de-açúcar no sertão maranhense. Após os levantamentos os dados serão reunidos em uma plataforma eletrônica que possibilitará um diagnóstico da situação de cada município e das ações a serem realizadas de acordo com as necessidades apresentadas.

Segundo o diretor executivo do INAGRO, Fábio Silva, no final desse processo de diagnóstico, tem-se o material necessário para fazer a melhor estratégia de intervenção para que possa encaminhar a política pública adequada para ter um produto final de qualidade e competitivo e com a abrangência em que a demanda dos produtores da região tanto precisa.

O secretário de agricultura, Márcio Honaiser, destacou que “a ação do INAGRO com a SAGRIMA possibilitará o desenvolvimento da cadeia produtiva da cachaça na região do médio sertão maranhense onde já existe uma grande produção. Porém, a assistência técnica que levaremos por meio de cursos, treinamentos e qualificações possibilitará melhor produção, colocando nossa cachaça legitimamente maranhense e de qualidade, a nível comercial”.

Os produtores de Mirador estão com a intensão de se reunir para a criação de uma associação, para assim, ter forças de reivindicar direitos, cobrar do governo linhas de crédito rural e dos gestores municipais políticas públicas que contemple o setor e fortaleça a cadeia produtiva da cana-de-açúcar que tanto contribui com a geração de renda e serviço.

Outra meta a ser alcançada com a associação é o combate a cachaça manipulada que tem entrado no município por meio de alguns atravessadores. Essa cachaça é misturada com a produzida em Mirador, reconhecidamente como a de melhor qualidade no maranhão, tornando um produto diferente, sem qualidade e prejudicial a saúde. “Essas pessoas não têm responsabilidade com quem produz com dificuldades e nem com o consumidor final que vai arcar com as consequências”.

“Vamos se unir mais, se organizar melhor e o caminho certo é através de associação que é um espaço onde se pode lutar pelos direitos, discutir, reivindicar, aprovar, concordar ou discordar. Todos sabem que produzimos com dificuldades, o mercado no momento não corresponde os custos de produção, nos obrigando a vender o produto a qualquer preço para pagar os trabalhadores. Outra situação que o produtor artesanal se depara é com a produção a nível industrial que chega com o produto agregado a qualidade, como, engarrafada, com rótulo, tampa e registrada no ministério da saúde e, as vezes, até mais barata”.

A crise no Brasil o setor. Além do preço não corresponder os custos de produção, diminuiu a procura pelo produto e Já tem até produtores ameaçando mudar de atividades e aguardar a reação do mercado e outros ameaçam transformar parte da área da cana-de-açúcar em pastagem para o gado.

“A intenção do governo do estado em investir na Cadeia Produtiva da Cachaça é importante para revitalizar a produção e, consequentemente, gerar renda e emprego aos produtores e aos município”.

147 visualizações | Fonte: Jornal de Mirador | Post: Adail Brito

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